quarta-feira, 17 de abril de 2013

A VIDA DE FÉ E DE PACIENCIA

José foi um jovem marcado pela injustiça. So­freu o desprezo e o ódio dos seus irmãos, que o jogaram vivo em uma cova e o mataram no cora­ção. Venderam-no como mercadoria barato para li­vrarem-se dele. Sustentaram durante vinte anos uma mentira para Jacó, dizendo que seu filho José havia sido devorado por uma fera do campo, a fim de que o pai desistisse de procurar o filho amado.No Egito, José sofreu outro golpe. Foi injustiçado pela sua patroa, que queria deitar-se com ele,  mas José não cedeu aos seus apelos nem à sua pressão. En­tão, sentindo-se rejeitada, ela transferiu para José a culpa que era dela, jogando-o injustamente na pri­são. Na cadeia ainda foi vítima de outra injustiça, a ingratidão do copeiro-mor de Faraó, que se esque­ceu dele, não atendendo o seu apelo de rogar em seu favor junto ao supremo mandatário daquele po­deroso império. Por esta causa, José ficou mais dois anos mofando na prisão. Mas por que Deus deixaria uma pessoa ino­cente mofar na cadeia? Por que Deus não ouviu o clamor de José quando ele queria sair da prisão? Sabe por que Deus não realizou o sonho de José no tempo que ele queria? Se José tivesse saído da prisão naquela época, o máximo que ele teria con­seguido na vida seria trabalhar como lavador de copos no palácio de Faraó. Mas Deus o deixou mais dois anos na prisão para tirá-lo de lá e torná-lo governador do Egito. Quando parecia que Deus não estava fazendo nada para livrar José da prisão, ele, na verdade, estava construindo a rampa para José subirão palácio de Faraó, para ser governa­dor daquele vasto império. Deus não realizou os sonhos de José, porque os sonhos dele eram mui­to pequenos. Os intentos de Deus são sempre me­lhores e maiores do que os nossos. Importa que os intentos de Deus, e não os nossos, sejam realiza­dos. Os intentos de Deus são perfeitos. Jamais se perdem nas curvas do caminho. Jamais se trans­formam  pesadelos. Para que entendamos que Deus faz todas as coisas no seu tempo e conforme o conselho da sua vontade. Deus é soberano. Ele está assentado na sala de comando do universo. Ele está com as rédeas da história em suas mãos. Ele dirige as nações. Ele domina sobre a natureza. Não permite que nem uma folha caia de uma árvores em a sua permissão. Sua vida não é dirigida por um destino cego. Você está nas mãosdo  Deus vivo. 
 No auge de sua crise, Ana teve uma profunda experiência com Deus. Depois de vislumbrar a Ma­ jestade de Deus 
 e receber dele um grande milagre, prorrompeu num cântico de exaltação ao Senhor e fez uma afirmação
 extraordinária: Deus é quem dá a vida e quem a tira. E quem exalta e também faz descer. É ele quem levanta o pobre desde o pó ao monturo, para fazê-lo assentar-se entre príncipes (I Sm 2.6-8). 
Deus age no seu tempo.
 Ele não se deixa pres­sionar. Ele é livre e soberano. Muitas pessoas que­rem determinar o que Deus deve fazer, como deve fazer e até mesmo quando deve fazer. A resposta de Deus não vem segundo o nosso tempo, pela pres­são da nossa agenda. Deus tem o seu tempo certo de agir. Ele, muitas vezes, protela os nossos sonhos para realizar coisas maiores em nosso favor. No ca­lendário de Marta, Jesus havia chegado atrasado à aldeia de Betânia, quando Lázaro morreu. Mas Je­sus não chegou atrasado, ele chegou no tempo cer­to. A ressurreição de um morto é um milagre maior do que a cura de um enfermo. Deus não chegou atrasado no mar da Galiléia na quarta vigília da noite.  
Em virtude daquela tempestade, os discípu­los tiveram uma experiência mais profunda com Jesus e o adoraram (Mt 22.33). Deus não chegou atrasado à prisão de José. Ele estava edificando a rampa para José subir ao palácio de Faraó como governador. Deus não chegou atrasado na vida de Ana. Ele a deixou estéril para que ela O conhecesse e assim pudesse se preparar para ser a mãe do ho­mem mais importante daquela época. Ana tem uma compreensão da majestade de Deus em seu cântico. Ela passa a perceber que Deus não apenas faz as coisas no seu tempo, mas também, conforme o conselho da sua vontade. Ele é Deus exal­tado quando dá a vida e quando tira, quando cura a doença e quando deixa de curar, quando exalta e tam­bém quando rebaixa, quando responde a oração e quando adia os nossos sonhos.
É muito comum vermos as pessoas glorificando a Deus quando um doente é curado de câncer, mas ficam murchas e cheias de inquietações quan­do oram por um enfermo e Deus o leva. Ana com­preendeu que a glória de Deus deve ser proclamada não só quando Ele dá a vida e exalta, mas também quando Ele tira a vida e rebaixa. A majestade de Deus também reside no fato de que, quando Deus age, ninguém pode impedir a Sua mão. Talvez os médicos de Rama já tivessem dado o último diagnóstico para Ana, tirando-lhe todas as esperanças de ser mãe. Sua doença era incurável. To­dos diziam que ela precisava conformar-se com a sua situação irreversível. Mas Ana continuou crendo no Deus dos impossíveis. Ela não desistiu dos seus so­nhos, mesmo em face das impossibilidades huma­nas. Ela creu e Deus fez o milagre! Deus não deixou de agir milagrosamente em nossos dias. O tempo dos milagres não cessou. Deus não encolheu a sua mão. Ele não abdicou do seu poder. Ele pode tudo quanto ele quer. E, quando ele age, ninguém pode detê-lo. Os médicos podem lhe dar um diagnóstico final: "Não há cura!" Mas, se Deus quiser, existe cura.
O mundo inteiro pode trombetear aos seus ouvidos: "A sua causa está per­dida". Mas, se Deus quiser, você triunfará. Os ini­migos de Daniel pensaram que, quando o rei Dario acabasse de assinar o edito, Daniel estaria com a sua morte lavrada, mas não contaram com a inter­venção sobrenatural de Deus para fechar a boca dos leões. Deus opera maravilhas. Ele continua curan­do enfermos, libertando cativos, dando vista aos ce­gos e transformando pesadelos em sonhos realiza­dos. Os Destruidores Sonhar é viver. Quem não sonha já desistiu da vida. Quem não alimenta sonhos no coração está sem rumo na história, como um barco à deri­va. Você precisa ter um alvo para seguir, uma causa pela qual está disposto a viver e morrer. Não pode­mos desistir dos nossos sonhos pelo fato de existir conspiração contra eles. José do Egito sonhou e por isso foi odiado e perseguido, mas nos vales escuros da vida foram os seus sonhos que nutriram a sua alma de esperança. Ana também encontrou resis­tência ao seu sonho. Você também tem sonhos que acalentava e o caminho para realizá-los está juncado de espinhos. Há muitos destruidores de sonhos ao longo da nossa jornada..
Penina era rival de Ana.
Penina tinha filhos e filhas, ao contrário de Ana, que não tinha nenhum descendente (I Sm 1.2). Ana era doente. Ela era estéril (I Sm 1.5,6). Elcana tentava compensar o sofrimento de Ana, dedicando-lhe acendrado amor (I Sm 1.5). Esse fato, contudo, aumentava a rivali­dade e a hostilidade de Penina por Ana. Além do drama da sua dor, e de ver os seus sonhos sendo adi­ados, de carregar a vergonha e o opróbrio da esteri­lidade, Ana ainda enfrentava a desconfortável situ­ação  de ser fustigada, provocada e molestada cons­tantemente por Penina.  Ela, Penina, a irritava exces­sivamente (I Sm 1.6,7). Não perdia uma oportu­nidade de humilhá-la. Rancorosa, vingativa e ciu­menta, Penina não respeitava o sofrimento de Ana. Ela tinha um mórbido prazer em ver Ana sofrendo. Ela era uma assassina de sonhos.
As provocações de Penina atingiram Ana com tal profundidade que ela ficou deprimida. Não con­seguia mais comer. Seu semblante descaiu e ficou carregado de tristeza. Ana tornou-se uma mulher amargurada de espírito. Ela não conseguia parar de chorar e mergulhou a sua alma nas águas turvas da depressão.
Qual foi o combustível que Penina usou para incendiar o coração de Ana? Que armas ela usou para provocá-la? Possivelmente, dizia à rival: "Veja Ana, você é uma mulher tão piedosa, você ora tanto, vai tanto à Casa de Deus, mas você está doente, é estéril, não pode ter filhos. Eu não faço nada disso e estou com a minha aljava cheia de filhos."
A provocação de Penina visava desestabilizar Ana emocionalmente e abalar a sua fé em Deus. Suas setas venenosas tinham por objetivo matar os sonhos de Ana.
A mesma situação foi vivida pelos filhos de Coré (Sl 42), quando estavam entrincheirados por problemas difíceis. Seus inimigos os colocaram con­tra a parede e perguntaram: "O teu Deus, onde está?" (Sl 42.3). Hoje você também é confrontado com perguntas perturbadoras: você não é crente fiel, você não vai à Casa de Deus? Você não confia que Deus é amor e onipotente, então por que ele não lhe socorre? Você não entrega o seu dízimo, não serve a Deus com integridade? Por que, então, está passando por dificuldades financeiras? Por que está desempregado?
Por que seu casamento está acabando? Por que os seus filhos estão dispersos? Onde está o seu Deus? Se ele ama você, por que ele não intervém em sua vida?
Os filhos de Coré viram essas provocações como uma doença que lhes esmigalhavam os ossos (Sl 42.10).
Eles se renderam ao choro (Sl 42.3).
Talvez essa seja a sua situação. Além de estar enfrentando uma dificuldade terrível que conspira contra a sua vida, ainda encontra no caminho assassinos de so­nhos. As vezes, aqueles que deveriam ser seus aliados e consoladores transformam-se em algozes, como os amigos de Jó. As vezes, aqueles que deveriam lhe oferecer um ombro hospitaleiro e um peito amigo, para se agasalhar, transformam-se em ameaça para a realização de seus sonhos.
A provocação de Penina tinha dois objetivos: achatar a auto-estima de Ana e desestabilizá-la emo­cional e espiritualmente.
A provocação é a arma dos fracos.
A provocação é o expediente daqueles que se sentem infe­riores, mas não querem admiti-lo.
A provocação é a tentativa de diminuir o outro para tentar melhorar a sua própria imagem
Aprovocação é o sentimento que invade a alma daqueles que se alegram com sofrimento alheio e sentem uma mórbida compensação com o fracasso dos outros.
A provocação é fruto da in­veja e sempre deságua no oceano da amargura.
Aprovocação cresce no solo fertilizado pelo ódio e busca sempre a vingança.
Penina era uma mulher infeliz e insegura que tentava destruir as pessoas que cru­zavam o seu caminho.
A vida piedosa de Ana ressaltava a mediocridade de Penina. As virtudes de Ana faziam sobres­sair a futilidade de Penina.
Em vez de Penina imitar as virtudes de Ana, resolveu atacá-la. Em vez de condoer-se com o seu problema, passou a aguçar ainda mais a sua dor.
Existem muitas pessoas hoje que são um retra­to existencial de Penina.
Gente que não chora com os que choram.
Gente carregada de inveja e ciú­mes.
Gente que tripudia e massacra aqueles que vi­vem na retidão, buscando com isso uma falsa com­pensação para suas doentias frustrações.
Gente que não suporta ver o sucesso dos outros.
Talvez você cruze com gente assim pelos caminhos da vida.
Não deixe que esses inimigos roubem os sonhos do seu coração.
  A incompreensão
Ana foi mal interpretada pelo sacerdote Eli, e isso dentro da própria Casa de Deus. Ana estava orando, chorando diante de Deus, derramando a sua alma diante do Senhor, mas não foi compreendida por aquele que deveria estar chorando com ela (I Sm 1.12-14) .
A religião de Israel estava em crise naquele tem­po. Depois de quarenta anos de ministério, o sacer­dote Eli já estava velho demais para acompanhar de perto o seu rebanho.
Seus filhos, Hofni e Finéias, sacerdotes, eram homens impuros, adúlteros, de­vassos, filhos de Belial.
Todos os anos, Ana subia à Casa do Senhor, em Silo, e nunca Eli ou seus fi­lhos perceberam o drama dessa mulher.
Ana estava sem assistência pastoral. Ela não tinha um pastor que se interessasse pelo seu problema, com quem ela pudesse compartilhar as suas necessidades. Sua dor era só sua. Ela não tinha um ombro hospitalei­ro na sua comunidade que lhe pudesse servir de suporte.
Ana estava não apenas só, mas ainda foi mal interpretada pelo sacerdote Eli. Quando Eli a viu orando com amargura de alma, derramando o seu coração diante do Senhor, ele a tratou como se ela estivesse bêbada e embriagada (I Sm 1.12-14).
Eli cometeu dois erros graves com Ana: pri­meiro a julgou mal, depois a acusou sem ouvi-la. Ana foi vítima de uma hermenêutica precipitada e sem lucidez de um sacerdote senil.
Responder an­tes de ouvir é estultícia e vergonha. Ana foi acusada de um pecado que não cometeu, pela pessoa que deveria estar sofrendo com ela, chorando diante de Deus por ela.
Ela foi repreendida com aspereza, quando deveria ser alvo de consolação.
Ela foi ata­cada quando deveria estar sendo acolhida. Foi julgada com rigor quando deveria estar sendo pastoreada com amor.
Há muitas pessoas feridas porque não en­contraram na igreja uma comunidade terapêuti­ca, mas um lugar de censura, acusações e incompreensão.
A igreja, em vez de ser um lugar de cura, tem se transformado para muitos num cenário de doença e culpa.
Há líderes religiosos que não apascentam as ovelhas de Deus, mas as tratam com rigor e dureza. Não são terapeutas da alma, mas assassinos de sonhos, que atam fardos pesados nos ombros de pessoas já feridas pela vida.
Muitas pessoas também sobem à Casa de Deus só para chorar, mas voltam vazias de consolação, secas de esperança, com a alma mais ferida, porque-não encontraram lá fora a Palavra de Deus, remédio para o coração, mas apenas tradições humanas e acusações, fruto da indiferença, do egoísmo, do desamor, do preconceito e do engano.
 Há muitos líderes religiosos que são destruidores de sonhos. Eles abortam no nascedouro pro­jetos que poderiam revolucionar o mundo.
Há muitos líderes que sufocam qualquer nova lideran­ça emergente.
Há pastores que são a rolha do reba­nho:14 estão sempre impedindo que o povo respire espiritualmente; Estão sempre matando os sonhos no coração das pessoas. Eles se sentem os donos da verdade e desandam a boca para atacar e ferir todos aqueles que não se alinham com a sua visão.
Não deixe o seu sonho morrer.
Não permita que os destruidores de sonhos introduzam no seu coração o vírus maldito do desânimo.
Não deixe que também a amargura tome conta da sua alma, pelo fato de não receber apoio daqueles que deveri­am estar ao seu lado.
Levante a cabeça.
Não perca de vista o alvo. Não abra mão dos seus sonhos.João Soares da Fonseca narra uma história in­teressante no seu livro Conta outra: "Um garoto padecia de uma terrível surdez parcial. Certo dia, ao voltar da escola, trouxe consigo um recado para seus pais. Em secas linhas, a professora sugeria que o melhor que fariam seria tirar o menino da escola.
E explicava porque: ele não tem inteligência para aprender nada. Em vez de deprimir-se com o pessi­mismo do recado, a mãe do garoto simplesmente afirmou: 'E claro que o meu filho Tom tem inteli­gência para aprender. Eu mesma serei a professora dele'.  A partir daí, além da tarefa da criação, to­mou sobre os ombros também a instrução escolar do seu filho. Tom aprendeu, cresceu, tornou-se um bom profissional. E, quando morreu, anos mais tarde, o país inteiro o homenageou, apagando as lâmpadas por um minuto, lâmpadas que ele pró­prio havia inventado. Tom — era assim que a famí­lia de Thomas  Edison o chamava - inventou não somente a lâmpada, mas também a câmara foto­gráfica, o mimeógrafo, ofonógrafo, o transmissor a carvão, o filme movimentado, o gravador, o mi­crofone e mais de mil outras coisas”
 A conformação
Elcana tentou consolar Ana, mas ao mesmo tempo conspirou contra o seu sonho. Disse para ela parar de chorar e desistir do
sonho de ser mãe, visto que ele próprio era melhor para ela do que dez filhos (I Sm 1.8). Elcana representa aqueles que 
tentam agir pela lógica, mas não exercitam fé. É o protótipo daqueles que agem com boas intenções, mas não esperam
 nenhuma intervenção sobrenatu­ral de Deus. Ele queria que Ana desistisse do seu sonho e se conformasse passivamente
 com a sua es­terilidade, mudando o foco de sua atenção para o marido. 
Elcana agiu com egoísmo ao mesmo tempo que buscou consolar a sua mulher.Elcana tentou esvaziar o coração de 
Ana de toda esperança. 
Ele estava dizendo a ela que, de fato, o seu problema era insolúvel, que não havia nada a ser feito. Portanto, ela não deveria 
mais chorar pelo seu problema, mas, sim, desistir do seu sonho de ser mãe e pensar mais no marido.
Desta forma, Elcana em vez de unir-se à sua mulher para clamar a Deus por um milagre, tentou matar os sonhos 
do coração dela. 
Elcana agiu como um homem religioso, mas sem fé. Para ele os fatos não podiam ser muda­dos. 
Ele agiu com sensibilidade, mas sem discernimento. Há muitos conselheiros que são verdadeiros assassinos de sonhos.
São lógicos, racionais, mas lhes falta ousadia para crer no Deus que age milagrosamente. Eles são guiados pela razão e 
não pela fé. Crêem nos fatos visíveis, mas não esperam os milagres de Deus. Conformam-se com a situação. Entregam
 os pontos. Desis­tem dos seus sonhos e ainda procuram matar o sonho dos outros. A fé não olha para as circunstâncias. 
Fé é crer no impossível, ver o invisível e tocar no intangível. 
Fé é crer que Deus pode mudar o cenário de um ventre estéril, transformando-o em um jardim regado de vida. Fé é não
 desistir de esperar em Deus mesmo quando todas as circunstâncias parecem conspirar contra a esperança. 
Fé é saber que, se Deus quiser, ele pode mudar a nossa sorte, enxugar as nossas lágrimas, curar a nossa enfermidade, 
restau­rar a nossa família e realizar os nossos sonhos. 
Ana não desistiu de sonhar. Ela não acatou o confor­mismo incrédulo e passivo do seu marido. Não jo­gou a toalha, não 
se deu por vencida, não se con­formou com a derrota. Ana nos encoraja a lutar pelos nossos sonhos, ainda que aqueles que
estão mais perto de nós e deveriam ser nossos cooperadores, se coloquem na contramão dos anelos da nossa vida. Os
 grandes destruidores de so­nhos estão muitas vezes dentro da nossa casa e até mesmo dentro da igreja, como no caso de Ana.
Aqueles que nos são mais íntimos são os primeiros a armarem, emboscada, contra os nossos sonhos. Devemos estar alerta!
O desânimo O último destruidor dos nossos sonhos pode estar dentro de nós mesmos. Muitas vezes cansa­mos de esperar e desistimos muito cedo ou até mes­mo no limiar da bênção.
Saul cansou de esperar Samuel para fazer o sacrifício pelo povo e assumiu o papel de sacerdote, arruinando sua vida e o seu

reinado (I Sm 13.8-14). Pedro desistiu de esperar Jesus na Galiléia e resolve voltar à pesca (Jo 21.3). Ana,' porém, não 
desistiu.
Ela não se acomodou. 
Ela não ensarilhou as armas. 
Ela não se rendeu ao desânimo.

 S A N S Ã O

A impaciência pode destruir-nos. Sansão mor­reu porque a impaciência o tornou vulnerável (Jz 16.16-31). Sara, por impaciência, empurrou Abraão para os braços de Hagar (Gn 16.1-4). -Depois de quatro mil anos, a história ainda testemunha os efei­tos devastadores da decisão precipitada de Sara. Os judeus e os árabes até hoje se rivalizam. Talvez você esteja cansado de esperar um casamento, cansado de esperar uma mudança na sua vida conjugal, can­sado de esperar um tempo de bonança na área fi­nanceira. Cuidado para que a impaciência e o desâ­nimo não roubem os seus sonhos. Vigie o seu pró­prio coração. O seu maior inimigo muitas vezes é você mesmo. Se você desistir de lutar, desistir dos seus sonhos, só olhar para as dificuldades e não crer que Deus pode intervir, você se tornará um fracas­so, como aqueles dez espias de Israel que se consi­deraram gafanhotos diante dos gigantes de Canaã

ESPERANÇA:

O  tempo pode ser uma ameaça para os nossos sonhos. "William Carey trabalhou na índia e teve que esperar sete longos anos até batizar o primeiro hindu. Adoniram Judson, na Birmânia, também só viu o primeiro convertido depois de sete anos de trabalho. O templo do rei Salomão demorou sete anos e meio para ficar pronto. Nele trabalharam 183.600 homens. A grande pirâmide do Egito foi construída durante setenta e cinco anos. A cons­trução da estátua da liberdade, no porto de New York, vinte anos.” Cuidado para que a passagem do tempo não enfraqueça os seus sonhos ”.Ana tinha tudo para ficar desanimada: era es­téril, sua rival a provocava excessivamente, seu ma­rido não acreditava que Deus pudesse realizar um milagre, o sacerdote a acusou de estar embriagada. Mas, Ana superou todas as dificuldades e venceu, porque não desistiu do seu sonho!
E você, vai desistir do seu?

Savio Lima

Minha foto

Sou moreno , 59 anos, Bacharel em Ciência da Computação,

Técnico de Contabilidade,  músico saxofinista, Evangélico, sou da  CCB, sou muito feliz.

Tenho uma família de Músicos.

Trabalho como Autônomo nas Redes Sociais da Internet Apresento produtos Digitais e Outros.